Eu nunca me importei realmente com o fim. O fim para mim sempre foi uma porta para um recomeço melhor. O fim de uma dor é o começo de um novo alívio. O encerramento do colegial, uma nova fase de estudos. O acabar de um inverno é o despertar de uma alegre primavera. A ruptura de um amor não correspondido, é o início de paixão por si próprio. Somos infinitos, terminamos, nos esgotamos, mas sempre renascemos de nossas cinzas. É ai que a beleza da vida reside, nos nossos recomeços, dos nossos caminhos contínuos, das nossas estradas caminhadas a pé, do descanso após essa. Do orvalho que nasce na grama de cada dia. No descansar de uma alma cancerígena e o repousar de um coração aflito. Somos finitos, mas nunca vamos sem deixar algo, por isso ainda conseguimos ser infinitos. O fim só existe em nossas mentes, nunca no calendário.
By Vinícius Canário (via oxigenio-dapalavra)